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O momento é de aderir às mechas coloridas ou de voltar ao tom natural? O ato de mudar ou realçar a cor dos fios é praticado há milhares de anos, como atestam os cabelos de múmias egípcias coloridos com henna. Recurso para afirmação de estilo e personalidade, a tintura capilar sempre foi uma poderosa forma de expressão. Matérias-primas multifuncionais, tecnologias e procedimentos criativos garantem a contínua renovação desse hábito ancestral.


O Brasil ocupa a quarta posição no mercado global de produtos capilares. Dados da Euromonitor International sobre as vendas estimadas do varejo ao consumidor final na categoria hair colourants mostram um recuo de 7,9% no período de 2014 a 2019 (de pouco mais de R$ 5 bilhões para aproximadamente R$ 4,7 bilhões). No ano passado, as três empresas com maior participação no mercado nacional foram L’Oréal (42,5%), Coty (24,1%) e Embelleze (13,3%).

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Tinturas capilares podem ser temporárias, semipermanentes ou permanentes e ter apresentações variadas, como gel, creme, mousse, pó e shampoo. Romina Yamamoto, diretora-técnica da Teha, aponta que a coloração permanente (ou por oxidação) é a que apresenta o melhor desempenho no mercado.


“Esses produtos sempre se misturam com um revelador ou creme oxidante, permitem cobertura de 100% dos fios brancos e clareamento de 2 a 4,5 tons. Isso [clareamento] depende do tipo de produto, que pode ser: um superclareador (desenvolvido para ser misturado com creme oxidante de 30 ou 40 volumes, para clarear o pigmento natural de 3 a 4,5 tons), um corretor (para corrigir reflexos indesejáveis) ou um intensificador de cor (desenvolvido para intensificar um reflexo)”, explica.


As tinturas permanentes são formadas por corantes intermediários (também conhecidos como primários ou bases de oxidação) e acopladores. As substâncias intermediárias funcionam como corantes apenas depois de oxidadas, ligando-se aos acopladores e produzindo a cor desejada.

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Em síntese, substâncias corantes permanentes são elaboradas para ter longa durabilidade e suportar o processo de lavar, escovar, pentear, friccionar e expor os fios à luz solar, dentre outras ações.


As tinturas semipermanentes (ou tonalizantes) atuam apenas na cutícula, a superfície externa dos fios. Elas não proporcionam efeito de clareamento no tom de base, mas sim o tom sobre tom ou o escurecimento e desbotam após 8 a 12 lavagens, em média. Esse tipo de coloração pode ser associado a um agente oxidante durante a aplicação (de 8 a 12 volumes).


Colorações temporárias são utilizadas para dar nova cor aos fios por um período curto, neutralizar cores indesejáveis (como tons amarelados e esverdeados), intensificar a cor durante o intervalo de uso das colorações permanentes ou “criar efeitos fantasiosos diferenciados e de fácil remoção”, comenta Romina. São utilizados corantes de elevado peso molecular, que não são capazes de penetrar a cutícula. Por essa razão, eles são chamados de corantes de deposição, por ficarem na superfície do fio.


“O resultado da tintura temporária é melhor, e as cores são mais vibrantes em cabelos claros, grisalhos ou descoloridos. A duração da cor varia de acordo com o número de lavagens, o tipo de corante da formulação e sua afinidade com a superfície dos fios, bem como a concentração do corante e a técnica de aplicação. Mas podemos dizer que uma duração média é de 1 a 3 lavagens”, afirma.