O Tear do Tempo: Manifesto da Beleza como Vida Vivida
publicado em 09/02/2026 por Israel H. S. Feferman
Israel H. S. Feferman
Consideal, Curitiba-PR
Este manifesto propõe uma mudança paradigmática na relação com o tempo no contexto da estética e da saúde cutânea. Através de um experimento mental sobre a ausência do conceito de tempo, demonstra-se que este não é mero adereço da existência, mas a dimensão essencial que possibilita processo, memória, adaptação e narrativa identitária. O tempo, frequentemente tratado como antagonista no imaginário estético contemporâneo, é reposicionado como cenário fértil e inevitável onde a vida se desenrola.
This manifesto proposes a paradigmatic shift in the relationship with time within the context of aesthetics and skin health. Through a thought experiment on the absence of the concept of time, it demonstrates that time is not a mere accessory to existence but the essential dimension that enables process, memory, adaptation, and identity narrative. Time, often framed as an antagonist in contemporary aesthetic discourse, is repositioned as a fertile and inevitable stage on which life unfolds.
Este manifiesto propone un cambio paradigmático en la relación con el tiempo en el contexto de la estética y la salud cutánea. Mediante un experimento mental sobre la ausencia del concepto de tiempo, se demuestra que este no es un mero adorno de la existencia, sino la dimensión esencial que posibilita proceso, memoria, adaptación y narrativa identitaria. El tiempo, frecuentemente tratado como antagonista en el imaginario estético contemporáneo, se reposiciona como escenario fértil e inevitable donde la vida se desarrolla.
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Imaginar a vida sem o conceito de tempo é imaginar a ausência de processo. Sem duração, não há crescimento, não há memória, não há adaptação. Um corpo sem tempo não respira, não cicatriza, não aprende e, portanto, não vive. Em determinadas culturas e muitas experiências humanas, o tempo não se apresenta como entidade abstrata e mensurável, mas como vivência concreta, marcada por eventos, ciclos, relações e transformações. Trata-se de uma temporalidade experimentada no corpo e no ambiente, mais do que contabilizada em unidades lineares (cf. Hall, 1983; Gell, 1992).
Sem continuidade, a consciência não organiza a memória, assim como a expectativa futura. A identidade não se constrói como narrativa progressiva, mas como fragmentos desconectados. No limite, um mundo sem tempo seria um mundo sem história profunda, sem biografia, sem evolução perceptível.
Esse experimento mental nos revela algo essencial. O tempo não é um adereço da existência. É a dimensão que a torna possível. Ainda assim, no imaginário estético contemporâneo, o tempo foi transformado em antagonista, algo a ser combatido, disfarçado ou atrasado. O resultado é uma tensão constante entre o corpo real e um ideal abstrato, gerando práticas de cuidado orientadas pela urgência, e não por uma conduta de longo prazo.
Este manifesto propõe um reposicionamento definitivo. O tempo não é o vilão da pele, da saúde ou da beleza. Ele é o cenário inevitável e fértil onde a vida acontece. É apenas dentro dele que uma estética verdadeiramente duradoura, sofisticada e regenerativa pode existir.
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