INFORME TÉCNICO

Função e importância do COL17 na pele

Participação dos Adipócitos no Envelhecimento Cutâneo

Estrutura e eficácia testada

Testes realizados

Outros testes

Recomendações farmacotécnicas

Sugestões de fórmulas para uso tópico

 

 

O envelhecimento cutâneo é um processo multifatorial que resulta de fatores intrínsecos (cronológicos e genéticos) e extrínsecos (radiação UV, poluição, estresse oxidativo, e hábitos de vida). Esses estímulos promovem a degradação de componentes estruturais da matriz extracelular (MEC), como colágeno, elastina e ácido hialurônico, levando à perda de firmeza, elasticidade e volume da pele.

Com o avanço da idade, há diminuição da atividade dos fibroblastos dérmicos, redução da síntese de vários tipos de colágeno, entre eles o COL17, aumento da expressão de metaloproteinases (MMPs) e acúmulo de espécies reativas de oxigênio (ROS).

Além das alterações dérmicas (colágeno, elastina, matriz extracelular), há também mudanças importantes no tecido adiposo cutâneo, tanto em quantidade quanto em função.

 O resultado é o aparecimento progressivo de rugas, linhas finas e flacidez facial. Assim sendo, três etapas propostas para redução de rugas faciais são:

  • aumento do conteúdo de colágeno tipo XVII,
  • melhora da matriz extracelular e
  • aumento da adipogênese.

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Função e importância do COL17 na pele

O colágeno tipo XVII (COL17) é uma glicoproteína transmembrana hemidesmosomal expressa por queratinócitos basais; a sua porção extracelular contribui para a ancoragem da célula epidérmica à membrana basal, interagindo com componentes como integrina β4 e plectina. O colágeno XVII (COL17) faz intermediação das interações das células-tronco com as células circundantes e a matriz para regular a homeostase da pele, o envelhecimento e o reparo de feridas.

Papel na coesão dermo-epidérmica e estrutura do DEJ (dermo-epidermal junction)

COL17 integra os hemidesmossomos e estabiliza a junção dermo-epidérmica; sua perda ou processamento exagerado leva à hipoplasia de hemidesmossomos, aumento da fragilidade cutânea.

Regulação da homeostase de células-tronco epidérmicas e regeneração

COL17 funciona como componente do nicho de células-tronco epidérmicas: níveis adequados mantêm capacidade de autorrenovação e regulam migração/proliferação de queratinócitos durante a regeneração; a depleção de COL17 reduz a capacidade regenerativa e altera padrões epidérmicos.

O colágeno tipo XVII é um marcador-chave da integridade e juventude cutânea. Sua preservação garante a coesão dermoepidérmica, sustentando a firmeza facial e a capacidade regenerativa da pele. A redução progressiva de COL17 com a idade — acelerada por fotoexposição e inflamação — é um dos principais fatores histológicos por trás da flacidez e perda de definição facial.

Portanto, a perda progressiva do COL17 contribui para:

  • Flacidez da pele periorbital e malar (regiões de maior mobilidade).
  • Descolamento epidérmico microestrutural, que amplifica a aparência de rugas finas.
  • Diminuição da firmeza e densidade epidérmica, reduzindo a resposta a estímulos regenerativos, tais como peelings, retinóides e lasers.

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Participação dos Adipócitos no Envelhecimento Cutâneo

O tecido adiposo cutâneo (hipoderme) desempenha papel fundamental na homeostase, firmeza, preenchimento e metabolismo da pele. Ele é composto por adipócitos maduros, pré-adipócitos, fibroblastos e células-tronco mesenquimais, responsáveis pela renovação e pela comunicação com a derme.

Com o envelhecimento, especialmente o fotoenvelhecimento, ocorrem diversas alterações estruturais e funcionais neste compartimento:

1. Diminuição do número e volume de adipócitos

  • Há uma redução progressiva da camada adiposa subcutânea, observada histologicamente e por exames de imagem.
  • Adipócitos sofrem atrofia, resultando em perda de volume facial, flacidez e acentuação de rugas profundas.
  • Esse processo está relacionado à redução da adipogênese (formação de novos adipócitos a partir de precursores) e ao aumento de citocinas inflamatórias locais (IL-6, TNF-α) que comprometem a diferenciação adipocitária.

2. Disfunção metabólica e inflamação local

O envelhecimento reduz a função secretora dos adipócitos, afetando a liberação de adipocinas (como leptina, adiponectina e visfatina), que têm papel reparador e anti-inflamatório na pele.

Isso favorece um estado pró-inflamatório crônico de baixo grau, contribuindo para o dano tecidual cumulativo.

3. Interação entre adipócitos e fibroblastos dérmicos

Estudos recentes mostram que os adipócitos se comunicam com fibroblastos dérmicos via fatores parácrinos, regulando a síntese de colágeno e elastina.

A perda dessa comunicação reduz a capacidade regenerativa da derme.

 

Estrutura e eficácia testada

Hybrid peptide Bio ™ é formado por hexapeptideo-2 e biotina. Essa associação combina a estimulação dérmica regenerativa do peptídeo com o suporte metabólico e estrutural da biotina, inclusive para o metabolismo lipídico, proporcionando uma melhora global da aparência das rugas e da qualidade da pele.

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O que é um hexapeptídeo-2?

O Hexapeptídeo-2 é um peptídeo biomimético sintético, com sequência de seis aminoácidos, desenvolvido para modular processos celulares envolvidos na pigmentação e envelhecimento da pele.
Embora originalmente estudado para redução de hiperpigmentações (por inibir a α-MSH e, consequentemente, a tirosinase), pesquisas mais recentes mostram que ele também:

  • Melhora a organização da matriz extracelular (MEC);
  • Estimula a expressão de colágeno tipo I em fibroblastos dérmicos;
  • Reduz marcadores inflamatórios e oxidativos;
  • E apresenta efeito uniformizador e revitalizante, que melhora a textura e a aparência global da pele.

A biotina (vitamina H ou B7) é uma vitamina do complexo B essencial para a síntese de ácidos graxos, aminoácidos e queratina, desempenhando papel importante em:

  • Diferenciação epidérmica e nos queratinócitos.
  • Integridade da barreira cutânea.
  • Atividade metabólica e energética das células da pele.
  • Redução da descamação e melhora da textura.
  • Ação indireta sobre a síntese de colágeno e elastina, já que fornece substratos metabólicos necessários para a proliferação celular.
  • Metabolismo lipídico e a adipogênese.

Além disso, a biotina melhora a resistência estrutural da epiderme, tornando-a mais firme e luminosa, o que suaviza a percepção das rugas.

Estudos feitos com a biotina de forma isolada sugerem que ela pode influenciar o metabolismo lipídico e a adipogênese. Por exemplo, a suplementação de biotina foi associada ao aumento da expressão de AMPK* ativo e à diminuição dos níveis de ácidos graxos séricos, indicando um possível efeito sobre o metabolismo lipídico.

*Observação: “AMP-activated protein kinase” ou, em português, quinase ativada por AMP. Trata-se de uma enzima-chave no metabolismo celular, funcionando como um “sensor de energia” das células.

 

Testes realizados

Expressão de proteínas de conexão da matriz extracelular

O teste abaixo mostra a expressão de proteínas de conexão da matriz extracelular (Collagen-17, Laminin-5 e Integrin-α6) em células tratadas com HPB (Hybrid Peptide BIO) comparadas a células controle (“Blank”).

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Resultados do Western blot (painel superior esquerdo):

  • Colágeno-17: Bandas mais intensas em HPB do que no Blank (controle), indicando aumento da expressão dessa proteína quando as células foram tratadas com HPB.
  • Laminina-5: Apresenta aumento de intensidade na condição HPB, sugerindo maior síntese ou acumulação.
  • Integrina-α6: Intensidade da banda aumentada em HPB, mostrando que o tratamento induziu maior expressão.
  • β-actina: Serve como controle de carga; as bandas têm intensidade semelhante, indicando que a diferença nas proteínas acima não se deve à variação de quantidade de proteína total carregada.

O tratamento com Hybrid peptídeo Bio™ estimula a expressão de proteínas da matriz extracelular e proteínas de adesão celular, fortalecendo a comunicação entre células e matriz.

Resultados da imunofluorescência (painéis à direita e inferiores)

  • Colágeno VXII: No Blank (controle), fluorescência verde baixa, indicando pouca expressão. Em HPB, fluorescência significativamente maior ao redor das células, mostrando aumento da proteína.
  • Laminina-5: Similar, maior intensidade em HPB comparada ao Blank.
  • Integrina-α6: Mais fluorescência no HPB, indicando mais proteínas de adesão na membrana celular ou próximas a ela.
  • Núcleos (azul, DAPI): A densidade celular é semelhante, sugerindo que o aumento da proteína não é devido à diferença no número de células.

O tratamento com Hybrid peptídeo Bio™ estimula a produção e a organização da matriz extracelular e proteínas de adesão, reforçando a integridade da junção celular e da matriz.


Teste ex-vivo em pele humana: aumento de Colágeno-XVII (COL17)

Imunofluorescência de COL17 em cortes de pele com diferentes tratamentos: não tratado, Hybrid Peptide BIO 40 ppm e Hybrid Peptide BIO 100 ppm.

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Resultados: 
O COL17 está marcado em verde (por anticorpo fluorescente), sendo sua localização típica na zona da membrana basal da epiderme

 Não tratado

  • COL17I aparece como uma faixa contínua fina ao longo da membrana basal.
  • A epiderme apresenta-se relativamente fina e a fluorescência é mais homogênea e menos intensa.

 Hybrid peptide BIO ™40 ppm

  • Observa-se um aumento na intensidade de COL17 em comparação ao não tratado.
  • A camada basal parece ligeiramente mais espessa e com maior organização.
  • Pequenas projeções ou ondulações na membrana basal sugerem ativação ou proliferação celular.

Hybrid Peptide BIO 100 ppm

  • Intensidade de COL17 ainda maior.
  • Estrutura da membrana basal mais espessa e complexa, com mais invaginações e proliferação das células basais.
  • Isso sugere maior efeito do peptídeo em dose mais alta, possivelmente estimulando a produção de COL17 e promovendo regeneração ou fortalecimento da epiderme.

O tratamento com Hybrid Peptide BIO aumenta a expressão de COL17 na membrana basal de forma dose-dependente.

COL17 é fundamental para a adesão da epiderme à derme e para a regulação da proliferação celular.

Esses dados sugerem que o peptídeo pode melhorar a integridade da pele e estimular regeneração, especialmente em concentrações mais altas.

 

Ensaio de Estimulação da Adipogênese

Os painéis indicam um ensaio de estimulação da adipogênese com três tipos de análise:

     1. Real-time PCR (gráfico AP 2)* :expressão relativa do gene Ap 2 (marcador de adipogênese) ao longo dos dias (Day 0, Day 2, Day 4, Day 6) para diferentes tratamentos (legenda: No treatment, Hybrid Peptide BIO / Antagonist, GHRP-6).

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*Observação: AP2 (proteína AP2) também conhecida como FABP4 (Fatty Acid Binding Protein 4) é uma proteína encontrada principalmente em células de gordura (adipócitos).  Sua função principal é transportar ácidos graxos dentro das células.
*Observação: GHRP-6 (Growth Hormone Releasing Peptide-6) é um peptídeo sintético que estimula a produção do hormônio do crescimento (GH) pelo corpo. Age diretamente no tecido adiposo. Promove a diferenciação de pré-adipócitos em adipóc­itos maduros.

Conclusão: O tratamento com Hydrid Peptideo Bio (laranja) aumenta fortemente a expressão de AP2, especialmente a partir do dia 2, chegando a cerca de 1600 unidades relativas no dia 6.

Hybrid Peptideo Bio é o tratamento que mais induz ao aumento de AP 2. GHRP-6 e o antagonista impedem esse aumento.

     2. Western blot: proteína aP2 detectada em amostras (com β-actina como controle de carga). As bandas mais fortes indicam maior quantidade de proteína aP2.

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O Western blot mostra a proteína AP 2 em diferentes dias e tratamentos. As linhas são:

  • Linha superior: AP2.
  • Linha inferior: β-Actina (controle de carga).
  • Dia 0: Nenhuma expressão de AP2 detectável.
  • Dia 4: Começa a aparecer AP2.
  • Dia 6: AP2 é induzida ao longo do tempo, como esperado na diferenciação adipogênica. HPB™ e GHRP-6 mostram bandas mais intensas de AP2. Antagonista inibe a expressão. β-Actina mostra que a quantidade de proteína carregada é constante, então os resultados são confiáveis.

A expressão de AP2 aumenta com o tempo, especialmente com HPB™. O antagonista impede esse aumento.

     3. Microscopia celular ou imagens (Oil Red O):  coloração de gotas lipídicas em cultura: “Blank” (controle), “Hybrid Peptide BIO” e “GHRP-6” (comparação visual de acúmulo lipídico).

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As imagens mostram células tratadas in-vitro sob diferentes condições, com um aumento mostrando detalhes:

  • Blank (controle): Células com pouca ou nenhuma característica específica destacada (vermelho).
  • Hybrid Peptide BIO™: Mais sinais vermelhos, indicando provável maior presença de alguma molécula ou marcador AP2.
  • GHRP-6: Também mostra sinais vermelhos, mas menos do que Hybrid Peptide BIO™, sugerindo efeito menor.

O aumento de sinais vermelhos indica que Hybrid Peptide BIO™ tem efeito maior na modulação ou ativação das células pré-adipocitárias, seguido por GHRP-6, enquanto o controle não apresenta efeito.

 

Outros testes

  • Oito semanas de aplicação do Hybrid peptídeo Bio™ a 1,25% (50 ppm) reduz rugas finas e aumenta a densidade da pele

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  • Visível aumento da densidade da derme a partir de duas semanas de uso

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  • ­­Redução de marcas de expressão

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  • Aumento da hidratação cutânea através das Aquaporinas-3

Ensaio de imunofluorescência para avaliar a ativação de hidratação na pele, via aquaporinas, com diferentes tratamentos: não tratado, Hybrid Peptide BIO_40ppm e Hybrid Peptide BIO_100ppm

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Cores na imagem:

    - Azul (DAPI): marca os núcleos das células.
    - Verde: a expressão ou ativação de aquaporinas (proteínas que facilitam o transporte de água através das membranas celulares).

Não tratado:

  • Observa-se uma fluorescência verde presente, mas relativamente moderada.
  • Indica um nível basal de expressão de aquaporinas na pele, sem estímulo externo.
     

Hybrid Peptide BIO™ 40ppm:

  • A fluorescência verde parece mais intensa e mais organizada na camada epidérmica.
  • Sugere que a aplicação do peptideo em 40ppm aumenta a expressão ou a ativação das aquaporinas-3 em relação ao controle, promovendo hidratação da pele.

Hybrid Peptide BIO™100ppm:

  • A fluorescência verde é ainda mais pronunciada e contínua ao longo da epiderme.
  • Mostra que a dose maior potencializa ainda mais a ativação de aquaporinas-3, sugerindo efeito dose-dependente.

O Hybrid Peptide BIO™ ativa aquaporinas-3 na pele, aumentando a capacidade de retenção de água (hidratação). O efeito é dose-dependente, com 100ppm mostrando maior ativação que 40ppm. Visualmente, isso se traduz em fluorescência verde mais intensa e uniforme nas camadas epidérmicas.

 

Recomendações farmacotécnicas

  • Inci name: Biotin/Hexapeptideo-2.
  • Concentração de uso: 0,5% a 2%.
  • Solubilidade: hidrossolúvel

Pode ser incorporado em: cremes e loções para redução de rugas, melhora da firmeza, elasticidade e luminosidade. Em séruns para linhas de expressão para a área dos olhos, região nasolabial e perioral.

 

Sugestões de fórmulas para uso tópico

Loção facial regeneradora 3D e antioxidante

Hybrid Peptídeo Bio™

2%

Resveratrox ™ Solução

3%

MD Loção não iônica qsp

30g

Modo de usar: aplicar no rosto duas vezes ao dia.

 

Sérum pró-envelhecimento para estímulo de volume facial, hidratação inteligente e contínua

Hybrid Peptídeo Bio™

2%

HyaluPlen ™  Complex Solução

3%

Sérum qsp

30g

Modo de usar: aplicar no rosto duas vezes ao dia.