Como medir o que vivemos e sentimos?
Entre métricas, subjetividade e bem-estar na envelhescência.
Na pesquisa, de forma geral, questionários, escalas e indicadores são ferramentas importantes para produzir dados e estabelecer parâmetros de investigação sobre um determinado tema.
Mas o que acontece quando aquilo que desejamos compreender envolve dimensões como sentir-se bem, reconhecer-se no próprio corpo, perceber-se envelhecendo, experimentar autonomia, pertencimento, prazer e sentido?
Esta palestra propõe uma reflexão sobre as formas de produzir e interpretar dados na envelhescência, colocando em diálogo métricas e experiência subjetiva.
A partir de instrumentos já utilizados na avaliação de qualidade de vida e bem-estar, discutiremos seus alcances e limites e ampliaremos o olhar para outras formas de registro da experiência: narrativas, relatos, memórias, percepções e modos singulares de dizer o que não necessariamente cabe em uma escala.
Mais do que opor ciência e subjetividade, a proposta é pensar uma ciência capaz de acolher diferentes formas de conhecimento: aquela que mede, mas também aquela que escuta; que produz números, mas também reconhece histórias; que busca evidências sem perder de vista o sujeito que as produz.
Porque talvez a pergunta não seja apenas como medir o envelhecer, mas também como pesquisar, captar dados daquilo que significa vivê-lo.

