A relação entre fragrâncias e bem-estar humano é sustentada por evidências em neurociência, psicofisiologia e psicologia clínica. Em populações idosas, mudanças fisiológicas do envelhecimento afetam a acuidade olfativa; ainda assim, o olfato mantém alta relevância emocional devido à sua conexão direta com estruturas límbicas associadas à memória e à afetividade.

Esta revisão integrativa consolida mecanismos neurológicos (via olfativa e sistema límbico), bioquímicos (modulação de neurotransmissores e cortisol), psicológicos (memória autobiográfica, regulação emocional, solidão e identidade) e evidências clínicas de aplicações em demência, distúrbios do sono e manejo de estresse e dor. Também se discutem implicações de segurança e formulação para pele madura, considerando sensibilização cutânea e exposição a compostos orgânicos voláteis em ambientes fechados.

Conclui-se que fragrâncias, quando selecionadas com critério técnico e cultural, podem atuar como ferramenta complementar, acessível e de baixo risco para promoção de bem-estar emocional em pessoas idosas, com necessidade de padronização metodológica e ampliação de estudos clínicos.