Por que os Consumidores usam Cosméticos?    

Materiais e Métodos 
   
Resultados: in vitro  
 

Resultados: Estudos Clínicos 

Discussão e Conclusões  

Referências
 

Não se passa um dia em que não deparamos com artigos, entrevistas ou propagandas contendo o termo “bem-estar”, que, muitas vezes, está ligado a uma mensagem motivando o consumidor a comprar, a realizar uma atividade, a seguir uma dieta etc.1 Os governos são cobrados para se comprometerem com o bem-estar de seus governados; o termo bem-estar está presente, até mesmo, na definição de saúde feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948, embora a própria OMS não tenha definido o que ela entende por bem-estar.2 Já a definição de bem-estar encontrada no Random House Dictionary é um tanto redundante: “uma condição de existência boa ou satisfatória, um estado caracterizado por saúde, felicidade e prosperidade.”3

Considerando que essa tendência cada vez tem maior força e impacto sobre as escolhas dos consumidores, a indústria de cosméticos não tem como ignorar esse fato. Na verdade, o bem-estar e o uso de produtos cosméticos já andam de mãos dadas há décadas, com apelos e promessas mais ou menos explícitos. Por exemplo, um slogan do creme Happyology Issima, da Guerlain declara: “Sua pele nunca fica tão radiante como quando você está feliz”. Esse seria um bom exemplo, exceto por um fato: Como você vai conseguir provar esse tipo de afirmação? Talvez essa afirmação seja um tipo de “bravata” que não precisa de comprovação científica, mas, em uma época de cosméticos baseados em provas4 e mesmo de “felicidade empacotada”, esse tipo de apelo exige comprovação para que tenha algum impacto.

Esperança empacotada” é um termo pejorativo atribuído aos benefícios mais ou menos indefinidos conferidos os cremes e às loções antienvelhecimento, sugerindo que esses produtos retardariam ou parariam o envelhecimento, ou, até mesmo, “fariam o relógio voltar para trás”.

Isso nos leva à primeira pergunta sobre “antienvelhecimento”: Queremos, mesmo, proteger contra o envelhecimento rápido, isto é, ter uma abordagem preventiva? Ou queremos reparar os danos causados pelo envelhecimento, ou seja, ter uma abordagem de tratamento?