Materiais e Métodos

Resultados e Discussão

Impacto da Formulação e da Adição de Silicone

Conclusões

 

A proteção de cabelos tingidos é um tema que tem apelo para os consumidores de quase o mundo todo, pois, embora as tinturas artificiais sejam supostamente permanentes, todas elas, com o tempo, vão esmaecendo. Como resultado, segundo a base de dados da Mintel,1 dos quase 16.000 shampoos à base de água lançados entre janeiro de 2007 e junho de 2012, cerca de 3.200 mencionam esmaecimento da cor em suas descrições. Muitos desses shampoos concentram-se, especialmente, sobre a perda de cor que ocorre após a tintura por causa do uso de shampoo e da exposição à radiação ultravioleta (UV) do espectro solar. Esses fatores são conhecidos por causar a perda gradual da cor, embora não na mesma intensidade.

Nos últimos cinco anos, o número crescente de pessoas que tingem os cabelos também fez crescer o número de shampoos que declaram proteger com relação à aqueles que afirmam ser “anti-UV”. Na Europa, por exemplo, o lançamento de shampoos “antiperda de cor” representava 13,5% do mercado de shampoos em 2007 e subiu para 21% em 2011. Na América do Norte foi observada essa mesma tendência: 22% dos shampoos lançados em 2007 traziam declarações de “antiperda de cor”, e em 2011 essa proporção já era de 32%. Enquanto isso, as ofertas reais de “anti-UV” permaneceram constantes, ou caíram, nas duas regiões mencionadas acima.

Isso tem um motivo: o segmento de proteção da coloração está agora muito mais preocupado com shampoos que declaram proteger contra a perda de cor, do que da radiação UV.

Na verdade, a própria água, como se verá neste trabalho, contribui significativamente para a perda de cor durante a lavagem dos cabelos. O uso de tensoativos aniônicos, anfóteros ou neutros também tem efeito na cor.2,3 Assim, os formuladores podem escolher diferentes opções para criar shampoos “antiperda de cor”, estruturados ou miscelares. Para os shampoos estruturais, podem ser projetadas formulações à base de aniônicos ramificados, como o sodium trideceth sulfate (STDES), para reduzir a perda de cor. Para os miscelares, os formuladores devem preferir tensoativos anfóteros, como anfoacetatos, reconhecidamente mais suaves do que a cocamidopropyl betaine. Se quiserem uma versão “sem sulfato”, poderão sempre voltar para os alkyl polyglucosides (APGs).2,3

Dos 3.200 shampoos para descoloração lançados já referidos, apenas 900, na verdade, tocam no assunto UV ou proteção solar. Os demais, a maioria, portanto, necessariamente referem-se à perda de cor causada pela exposição à água e a tensoativos durante a aplicação de shampoos.

Essas duas categorias de produtos são claramente distintas tecnicamente e apoiam-se em formulações muito diferentes.