Hereditariedade, testosterona

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“Perdi duas cidades lindas. E um império que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério”

Trecho do poema Uma Arte de Elizabeth Bishop    

 

Convenhamos, a perda é uma das questões mais dolorosas que a vida nos impõe. Perdemos inevitavelmente a hora, o dia, o juízo. Perdemos alegrias, belezas, amores. E, implacavelmente, a juventude. Perder nossos cabelos também? Ninguém merece! Os cabelos, notadamente para as mulheres, têm uma importância cabal na construção da identidade e da autoestima.  E um mero sinal de queda de cabelo pode, na melhor das hipóteses, gerar ansiedade, e na pior, pânico generalizado!

O fato é que os cabelos têm um ciclo de vida que dura aproximadamente um ano e inclui crescimento (fase anágena), descanso (fase catágena) e queda (fase telógena). Os períodos de queda, portanto, são absolutamente normais. Não existe um número absoluto que determine se a queda é anormal, mas o que realmente conta é a relação entre queda e reposição.

 

Você observa um excesso de cabelos no box do chuveiro, na escova, na fronha do travesseiro, roupas e na mesa de trabalho?
Hora de procurar um médico e tricologista.

 

As causas da queda podem ter fator genético, a alopecia androgenética,  alterações hormonais, como  ocorre nos casos de hipo ou hipertireoidismo, ou na síndrome dos ovários policísticos. Outras causas de queda capilar anormal podem estar associadas a infecções, COVID por exemplo, ou até uma infecção urinária. Fatores psíquicos, como ansiedade e depressão, também são causas frequentes, assim como disfunções alimentares e cirurgias bariátricas.

 

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Hereditariedade, Testosterona  

Uma vez que tanto o crescimento quanto a queda são influenciados por fatores genéticos, a hereditariedade pode determinar se uma pessoa sofrerá de alopecia androgenética (calvície). Como em genética trabalha-se com probabilidades, se o pai ou a mãe tem calvície há 50% de possibilidade do filho também tê-la, se os dois pais sofrem do problema, a chance do filho ter calvície em algum momento da vida aumenta para 75%. Esta patologia afeta mais os homens do que as mulheres, pois está ligada diretamente aos hormônios masculinos, em especial a testosterona, que promove a atrofia dos folículos (bulbos) capilares e acelera a queda definitiva do fio. A calvície masculina pode aparecer em qualquer momento a partir da puberdade, mas 90% dos que possuem o gene da doença apresentam quedas agressivas de cabelo a partir dos 40 anos.

 

Hoje o tratamento mais avançado se fundamenta na multiterapia, ou seja, na realização concomitante de várias ações não invasivas.

 

Diagnóstico

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Microagulhamento

O fundamental é que o paciente seja avaliado por um médico especializado, que realizará exames tricológicos, como o escâner do couro cabeludo e a microscopia de tela, com o objetivo de visualizar nitidamente o couro cabeludo e o bulbo capilar (raiz do cabelo) e assim, adicionados à história clínica e pesquisa laboratorial, obter um diagnóstico preciso para o tratamento mais adequado à recuperação capilar.

Diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce ainda é maior aliado para evitar ou retardar processos de calvície. O mais comum é utilizar-se de medicações tópicas que bloqueiam a ação da testosterona. Existem, ainda,

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Laser

diversos procedimentos, como, por exemplo, o laser e o microagulhamento, que podem ser feitos em associação para conseguir melhores resultados. Há produtos cosméticos que trabalham para a redução ou retardo da queda de cabelos, a maioria contendo minoxidil em sua fórmula, substância ativa que estimula o crescimento capilar, já que aumenta o calibre dos vasos sanguíneos e melhora a circulação sanguínea no local, prolongando assim a fase anágena, momento de nascimento e crescimento do cabelo.

 

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Sangue reinjetado

 Entre os novos tratamentos há o plasma rico em plaquetas, onde o sangue do paciente é coletado e, após a separação do plasma em

laboratório, injetado novamente no local da calvície. Este sangue reinjetado tem uma concentração grande de plaquetas ricas em fatores de crescimento e aminoácidos que agem em receptores de células específicas, melhorando a espessura e qualidade dos fios. 

Podemos recorrer, ainda, aos nutracêuticos, que fazem a reposição de vitaminas e minerais essenciais para a saúde capilar, suprindo nossa necessidade diária de Vitamina C, B5 e B12, e minerais como ferro, magnésio, selênio e zinco. E para manter a saúde dos fios, usar sempre produtos capilares de alta performance para seu tipo de cabelo.

 

 

 

O fato é que manter uma vida equilibrada, aliada a uma alimentação saudável pode nos manter com alguns fios a mais na cabeça.

 

Até a próxima, caríssimos leitores, que vou cuidar carinhosamente dos poucos cabelos que me restam!

 

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Colaboraram

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Fernanda Romanetto 

Cosmetóloga com mais de 20 anos de experiência e atuação na área de cosméticos. Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da MR Cosmetic e idealizadora da marca MØSS Beauty Solutions.  

 

 

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Gabriela Guerra de Alvarenga Andrade 

Farmacêutica formada em 2010 pelo Centro Universitário Newton Paiva e pós-graduada em Cosmetologia em Faculdades Oswaldo Cruz. Na área cosmética desde a conclusão da graduação, tem atuado em diferentes empresas e nas mais diversas áreas da indústria da beleza. Atualmente  atua como Coordenadora de Qualidade na empresa Paresí Nature, localizada em Lagoa da Prata/MG.

 

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Luciano Barsanti

Médico e tricologista, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia "SBTri", membro titular do American Hair Loss Council - USA e da Sociedade Italiana de Tricologia, além de membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia. É Diretor Médico do Instituto do Cabelo.